Comunicado: Início do ano hidrológico 2017

Serviço Municipal de Proteção Civil

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O mês de outubro marca o início do ano hidrológico e a Câmara Municipal de Óbidos, através do Serviço Municipal da Proteção Civil (SMPC), alerta para a necessidade de adotar medidas preventivas para minimizar os efeitos decorrentes das primeiras precipitações com chuva e aguaceiros, por vezes fortes, muitas vezes acompanhadas com situações de vento muito forte com rajadas e um incremento da agitação marítima.

Os episódios típicos das estações de transição, como o Outono, são propícios:
· A inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento;
· A cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras;
· À instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração de água, podendo ser potenciadas pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais ou por artificialização do solo;
· Ao arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, devido a episódios de vento forte, podendo causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública.
· O Serviço Municipal de Proteção Civil recomenda a tomada das necessárias medidas preventivas para mitigar/minimizar os efeitos dos cenários anteriormente descritos com o fim de salvaguardar a proteção dos cidadãos e dos seus bens:

INUNDAÇÕES EM ZONAS URBANAS
· Limpeza e desobstrução de sumidouros, valetas e outros canais de drenagem, removendo folhas caídas das árvores, areias e pedras que ali se depositaram previamente à época das chuvas;
· Cada cidadão deve também tomar uma atitude pró-ativa, assegurando a desobstrução dos sistemas de escoamento de águas pluviais dos quintais ou varandas e a limpeza de sarjetas, algerozes e caleiras dos telhados de habitações.

CHEIAS
· Desobstrução de linhas de água, principalmente, junto a pontes, aquedutos e outros estrangulamentos do escoamento;
·  Limpeza de linhas de água assoreadas;
· Limpeza dos resíduos sólidos urbanos depositados nos troços marginais dos cursos de água;
· Recolha ou trituração dos resíduos de atividades agrícolas e florestais existentes nas margens das linhas de água;
· Verificação (e possível reparação) de eventuais situações de desmoronamentos das margens das linhas de água para evitar obstruções ou estrangulamentos.

INSTABILIDADE DE TALUDES, em especial atenção em taludes de maior inclinação junto de aglomerados populacionais, vias rodoviárias e ferroviárias:
· Em taludes rochosos, deve-se observar o normal funcionamento das estruturas de escoamento (filtros, proteção de filtros, furos de alívio de pressão de água, etc.) e as estruturas de suporte para a estabilização de taludes (cortinas de cimento, gabiões de proteção, redes de proteção, etc.);
· Em aterros e taludes de terra ter atenção às possíveis deformações (abertura de fendas que significam arrastamento de material) e assentamentos causados pelas variações do nível de água nos terrenos.

ARRASTAMENTO PARA AS VIAS RODOVIÁRIAS DE OBJETOS SOLTOS
· Verificação de todas as estruturas que pelas suas características (dimensão, formato, altura desde o solo, resistência ao vento) possam ser facilmente arrastadas ou levantadas dos seus suportes, garantindo a resistência aos ventos fortes;
· Em situações que tal seja impossível, deve-se garantir a facilidade de remover/desmontar essas estruturas, guardando-as em locais seguros sempre que ocorram ventos fortes previsíveis.

A Proteção Civil começa em cada um de nós. Colabore.

Comunicado (pdf)