Santuário do Senhor da Pedra vai ser recuperado

27 de novembro

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Foi outorgado, no passado domingo, dia 27 de novembro, o acordo tripartido para a recuperação do Santuário do Senhor Jesus da Pedra, em Óbidos, que se encontra em mau estado de conservação. O documento foi assinado entre a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, mecenas deste restauro, o Município de Óbidos e a Paróquia de Óbidos. A cerimónia teve lugar no santuário.

Para Paulo Gerardo, pároco de Óbidos, o estado de degradação do templo “é motivo de preocupação há muitos anos”. O sacerdote explicou que tem sido “feito algum esforço para minimizar os estragos”, mas não é o suficiente. Daí a “importância deste momento para o nosso concelho”, afirmou Paulo Gerado, garantindo que “é um momento de todos”.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de Óbidos agradeceu “à paróquia o espírito aberto que tem tido com a autarquia”. Humberto Marques recordou a Temporada de Música, feita com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, que serviu para chamar a atenção para o estado de degradação do edifício. “O nascer do Sol foi hoje [domingo], às 18h40, com a assinatura deste protocolo, que vai permitir recuperar um monumento tão importante para a região e para o País”.

Uma ideia partilhada por Pedro Santana Lopes, que destacou “a importância do apoio aos templos religiosos” por parte da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML). Para o provedor, a gestão “dos dinheiros públicos é algo que eticamente é muito exigente”, disse, sublinhando a escolha do Senhor da Pedra pelo facto de ser “um templo com uma carga histórica muito significativa”. “É uma obrigação indeclinável fazer bem ao património”, garante Pedro Santana Lopes, concluindo que “Óbidos tem ganhado reconhecimento em muitas áreas e este apoio da SCML associa-se a esse trabalho já realizado”.

Recorde-se que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vai contribuir financeiramente para recuperar o Santuário do Senhor Jesus da Pedra, em Óbidos, um exemplar único do barroco português, cujo restauro acontecerá em várias fases. Este financiamento surge no âmbito de um protocolo ao abrigo da lei do mecenato. Numa primeira fase, orçada em 256 mil euros, serão feitos arranjos na cobertura, em vigas e janelas, que têm provocado infiltrações, danificando o edifício e as obras de arte e madeiras no seu interior. Pinturas exteriores acontecerão numa outra fase, terminando a obra com a recuperação de telas e de outros elementos patrimoniais. O total orçado para a recuperação do edifício é de 1,5 milhões de euros, ao abrigo da lei do Mecenato, pela SCML. O facto deste templo do século XVIII não estar classificado como monumento nacional, não pôde aceder a candidaturas de fundos europeus.

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