Agência Portuguesa de Ambiente e Município de Óbidos celebram contrato

6 de Dezembro de 2018

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Pimenta Machado, vice-presidente da Agência Portuguesa de Ambiente (APA) assinou com Humberto Marques, presidente da Câmara Municipal de Óbidos, na passada quinta-feira, 6 de Dezembro, em Óbidos, um contrato interadministrativo de cooperação, relativo a três intervenções na Lagoa de Óbidos, num investimento total de 49.500 euros.

A verba destina-se a ressarcir o Município de Óbidos “de duas obras já efetuadas e de uma terceira que irá arrancar no início de janeiro”, explicou o presidente da Câmara Municipal, Humberto Marques.

Entre os investimentos já realizados, contam-se o desassoreamento da lagoa e a reabertura do canal ao mar, realizado antes do início do último Verão para evitar a morte de peixes e bivalves. A intervenção teve um custo de 30 mil euros, suportados pela APA.

A segunda ação foi a alimentação da Praia do Rei Cortiço, no Bom Sucesso, com areia num investimento de 14.500 euros. A praia, localizada a sul da Lagoa de Óbidos, tem sofrido “um emagrecimento do areal” provocado pela erosão e pelo arrastamento de sedimentos que, segundo o documento assinado entre as duas entidades, “comprometeu a utilização balnear da praia neste ano de 2018”.

Tratando-se de uma praia de banhos “com procura muito significativa” a APA entendeu, em Agosto passado, proceder “à alimentação com sedimentos oriundos da Lagoa de Óbidos”. “Havia uma certa urgência no procedimento e solicitou-se à autarquia que avançasse com a intervenção, para não comprometer a época balnear e, agora, procede-se ao pagamento dos respetivos custos”, explicou Pimenta Machado.

A obra ainda por realizar prende-se com a reparação da ponte em madeira da Poça das Ferrarias, construída no âmbito da empreitada de “Recuperação Ambiental das Margens da Lagoa de Óbidos”. A ponte encontra-se há mais de dois anos “em estado de pré-colapso, com a superestrutura abatida e inclinada, devido à rotura interna dos pilares em madeira que se encontra carcomida por ação de moluscos bivalves que se fixaram na zona dos pilares influenciada pelas marés”, pode ler-se no contrato administrativo.

Uma situação que levou a Câmara de Óbidos a proceder “à interdição da ponte por meio de sinalização e colocação de fitas de delimitação, por motivos de segurança”, medida que, no entanto, “tem sido sistematicamente desrespeitada pelos utilizadores do circuito ciclo-pedonal”, ponde em risco a segurança. A reparação da ponte tem um custo estimado de cinco mil euros.

Segunda fase das dragagens na Lagoa de Óbidos

“Estão a ser fechados os procedimentos e o concurso para a segunda fase das dragagens deverá ser lançado até ao final deste mês ou no início de janeiro”, afirmou o vice-presidente da Agência Portuguesa de Ambiente.

De acordo com o mesmo responsável, a empreitada de quase 16 milhões de euros “é uma das maiores obras da APA” previstas para o ano de 2019, devendo ser adjudicada no segundo semestre do ano.