“Mobilidade Urbana Suave: Este projeto vai mudar Óbidos”

Ana Abrunhosa e Humberto Marques falam de integração de projetos no concelho

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Ligar o centro histórico de Óbidos a outros pontos do território, através de mobilidade urbana suave, é o grande desafio para os próximos anos no concelho. Ontem, dia 7 de Março, houve uma reunião que juntou Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro), e Humberto Marques, presidente da Câmara Municipal de Óbidos. “[Este projeto] irá mudar a vivência deste centro urbano e deitar abaixo algumas barreiras que existem e que vão permitir novas centralidades fora das muralhas”, assegura a responsável da CCDR Centro.

Humberto Marques explica que este é um “novo desenho urbano, de relação e de vivência dos centros históricos”. Na prática, a ideia é combater a “bipolaridade dos grandes centros históricos, ou seja, os momentos de grande euforia e os momentos, praticamente, de vazio”, explica o presidente da autarquia. “Este projeto visa responder a essa bipolaridade, fazendo com que haja vivência no interior, mas que não seja percecionado propriamente o que é o interior”, explica o autarca, sublinhado que “tudo isto está também ligado a um desígnio que é o combate às alterações climáticas, a partir do planeamento urbano”.

“Este é um projeto de descarbonização, que faz a ligação do centro do concelho com o resto do território em mobilidade suave, ou seja, bicicletas elétricas, caminhos pedonais… no fundo, as pessoas poderem fazer o seu dia-a-dia sem recorrer a viatura própria, ou viatura de combustão pública”, revela Humberto Marques.

Ana Abrunhosa fala da ligação deste projeto com todas as obras já em curso no território, como os Armazéns do Vinho, em A-da-Gorda, o Largo de S. Marcos, nas Gaeiras, ou a futura Praça da Criatividade, em Óbidos. “Isto revela que há uma estratégia do executivo de Óbidos que visa melhorar a qualidade de vida de quem vive em Óbidos e de quem visita o território”, explica a presidente da CCDR Centro, garantindo que, “a maneira como vamos olhar para Óbidos e como vamos poder viver Óbidos, vai ser alterada depois deste projeto, que vai ser uma referência para outros centros urbanos”.

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