“Os obidenses são uns verdadeiros privilegiados”

Presidente da República de Cabo Verde na Inauguração do Festival Literário de Óbidos

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“Quando se chega a esta vila é a primeira coisa em que pensamos: nos moradores, uns verdadeiros privilegiados, no seu envolvimento com este festival, e que é uma componente importante da valorização da literatura e do próprio turismo local”.

Esta afirmação foi proferida esta tarde, 10 de Outubro, pelo Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, que também é poeta e escritor, durante a cerimónia de abertura da 5ª edição do Festival Literário Internacional de Óbidos – FOLIO 2019.

Com um cariz internacional muito vincado, especialmente em relação aos países de língua oficial portuguesa, o FOLIO, tal como referiu Jorge Carlos Fonseca, é também uma “festa cultural feita do entrelaçamento com a dimensão histórica, social e cultural desta nobre localidade”.

O Chefe de Estado revelou ser um privilégio participar na abertura de um evento literário desta dimensão. “É uma grande oportunidade para que o público leitor possa ver de perto os escritores que admira e chegar mesmo a um momento de conversa com eles”, disse, acrescentando que o incentivo à escrita e à leitura, para além de instrumento pedagógico que aproxima as pessoas, “é condição essencial para o aprofundamento da Liberdade e da Cidadania”.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Humberto Marques, fez questão de começar por agradecer a todas as pessoas e entidades que permitiram que o FOLIO se tornasse um evento tão relevante e consistente ao longo destes cinco anos, com 11 países, de quatro continentes, representados por 608 autores e mais de mil horas de programação. Um dos destaques da edição deste ano, para o autarca, foi o retomar da aposta de ter mais editoras, mesmo as menos conhecidas, para destacar também outros autores. No total, estão representadas 14 editoras na edição de 2019. Decorrem ainda 12 exposições e 13 concertos.

O edil de Óbidos referiu ainda que o tema deste ano, “O Tempo e o Medo”, é abordado de uma forma muito consistente e criativa pelas diversas curadorias. Humberto Marques só lamentou que o Estado Central não apoie um evento com a dimensão cultural do FOLIO, sublinhando, no entanto, o apoio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, cuja presença, habitual no evento, é esperada mais uma vez.

José Pinho, da Ler Devagar e curador do FOLIO Mais garantiu que este “é o programa mais consistente que tivemos até hoje”, tendo explicado as diversas componentes deste festival, composto por cinco curadorias (FOLIO Autores, FOLIO Mais, FOLIO Educa, FOLIO Ilustra e FOLIA”.

Para a vice-presidente do Inatel, Lucinda Lopes, esta instituição “não poderia deixar de ser cúmplice” do FOLIO, no âmbito da sua missão da defesa da cultural tradicional. Este ano, o Inatel reforçou a sua participação, ao assumir a curadoria da FOLIA. “Queremos, cada vez mais, que a tradição popular e as suas raízes sejam preservadas”, disse.

Destaque para a presença esta noite, às 23h30, na livraria Artes e Letras, do presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, num sarau de poesia dedicado à sua obra poética.

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