“FOLIO contribui para a valorização do território”

FOLIO – Festival Internacional de Literatura de Óbidos

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FOLIO 2022 - (EVENTO) Foto: Nuno Conceição

O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, afirmou, no dia 10 de Outubro, que o FOLIO – Festival Internacional de Literatura de Óbidos “corporiza a luta contra a centralidade da oferta cultural e contribui para a valorização do território”. Declarações feitas durante o quinto encontro de apresentação de projetos da 1ª Bienal Cultural e Educação, na Casa da Música.

“O livro é uma das tecnologias mais antigas da cultura, mais resistentes e mais ameaçadas”, disse o ministro. “Trazer um livro para o centro de um evento cultural é quase um ato de resistência”, observou. “O FOLIO tem outra dimensão importante: a reabilitação de lugares que não estão ligados com o livro e com a cultura.”

Face à desigualdade no acesso à cultura, Pedro Adão e Silva considerou o festival literário “extremamente relevante”, ao disponibilizar uma oferta cultural que cria a sua própria procura. “Além deste défice, há desigualdades de natureza social que implicam quebrar distâncias”, defendeu. “A escola tem um papel central, porque é um percurso formativo decisivo, onde se pode dar oportunidade para a cultura fluir.”

“É na escola que formamos os nossos gostos e interesses pela cultura”, sublinhou o ministro. “A aproximação deve assentar num duplo movimento: a aproximação dos jovens à oferta e às práticas culturais que desenvolveram e a capacidade de a escola se abrir às práticas culturais que desconhece”, recomendou. “Para que os jovens se aproximem da ópera, a escola tem de se aproximar do hip-hop. Isso é que permite uma aproximação da cultura.”

Após seis meses em funções, Pedro Adão e Silva constatou que há muitas iniciativas culturais no território com “escasso reconhecimento”. “Uma das funções do Ministério da Cultura e do ministro da Cultura é valorizar a ativar o que está feito. Há muitas iniciativas de grande valor e que ganharam uma nova centralidade, como é o caso de Óbidos”, destacou.

“Quando fui ao Porto, percebi que este evento [bienal] tinha de vir para Óbidos”, declarou Margarida Reis, vereadora da Cultura, a propósito da realização do quinto encontro de apresentação de projetos da 1ª Bienal Cultural e Educação. “O FOLIO tem dado grandes passos, em termos culturais e educativos, porque estamos muito atentos”, garantiu.

“Estes dias têm sido muito fortes, com conferências, tertúlias, workshops, apresentações de livros, a presença de dois Prémios Nobel e estes quatro seminários de Educação, onde a palavra de ordem é a literatura”, destacou Margarida Reis. “Conseguimos levar o FOLIO às escolas, assim como à nossa comunidade, e temos um dia dedicado a cada uma das freguesias, para mostrar a nossa cultura e identidade”, lembrou.