Festival Literário Internacional de Óbidos aproxima Língua e Literatura portuguesas

15 e 25 de outubro

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A apresentação do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos decorreu dia 07 de Julho, no Martinho da Arcada, em Lisboa, contando com as presenças de Jorge Barreto Xavier, secretário de Estado da Cultura, Juca Ferreira, ministro da Cultura do Brasil, José Eduardo Agualusa, curador do festival, e Humberto Marques, presidente da Câmara Municipal de Óbidos.

O Festival decorre entre 15 e 25 de outubro e será, segundo Humberto Marques, “o grande evento do País e o ponto de encontro dos melhores escritores”. Para o presidente da Câmara Municipal de Óbidos, “a Cultura e a Literatura são transversais a todos os setores da sociedade” e, por isso, Óbidos quer ser “o lugar do livro”.

O ministro da Cultura do Brasil, João Luiz Ferreira, considerou, por seu lado, o FOLIO como uma estratégia de fortalecimento da língua portuguesa e da cooperação entre países lusófonos. “Este festival é uma estratégia importante para desenvolver ações que fortaleçam a nossa língua e criem possibilidades de um intercâmbio e de uma proximidade muito maior”, entre países de língua portuguesa, sublinhou o governante.

Fortalecer a língua e a literatura portuguesas é, precisamente o objetivo do FOLIO, afirmou José Eduardo Agualusa, curador da programação de literatura do evento. Focado “na língua portuguesa e na lusofonia”, o festival terá cinco grandes áreas: Autores, Folia, Educação, Tecnologia e Paralelo, este último, “um espaço de geometrias improváveis onde editoras, institutos e outros organismos dinamizarão lançamentos de livros, sessões de autógrafos” e outras iniciativas ligadas ao livro.

Pepetela, Luis Fernando Veríssimo, Reinaldo Moraes, Paulo Lins, Gonçalo M. Tavares, Mia Couto, Carola Saavedra, Ricardo Araújo Pereira, Zuenir Ventura, Francisco José Viegas e Pedro Mexia são alguns dos escritores já confirmados no festival.

O programa incluirá ainda música, teatro, cinema, exposições, aulas, maratonas de leitura, iniciativas através das quais, segundo a organização, os artistas celebrarão “o triângulo Portugal — África – Brasil”, sob o mote da “pândega”.

“A Viagem do Elefante”, da Acert Trigo limpo, num espetáculo inédito inspirado na obra de José Saramago, dividido por seis dias, será outras das apostas da programação do festival onde também cabem o cinema e residências artísticas de escritores alojados, durante quatro meses, em casas recuperadas e decoradas por estudantes da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.

Além de José Eduardo Agualusa, o festival tem como curadores Nuno Artur Silva e Anabela Mota Ribeiro, na área da Folia, e Teresa Calçada e Maria José Vitorino, na área da Educação.

Com um orçamento de cerca de meio milhão de euros, comparticipados por fundos comunitários, o festival contará com a presença de cerca de 50 escritores de Portugal, Brasil e de países africanos.

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Humberto Marques

– José Eduardo Agualusa